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Retomado julgamento sobre morte de Maradona após anulação do processo


Diego Maradona em ação pela seleção argentina, nos anos 1980. (Foto: Instagram)

A Justiça argentina retoma nesta terça-feira (14) o julgamento que investiga as circunstâncias da morte de Diego Armando Maradona, um dos maiores ídolos do futebol mundial. Quase quatro anos após o falecimento do ex-camisa 10, o processo retorna ao foco nacional com a reabertura das audiências contra os profissionais de saúde que o assistiam em sua recuperação domiciliar. No centro da discussão estão as possíveis falhas médicas ocorridas nos dias que antecederam o óbito do craque. O caso mobiliza dezenas de testemunhas e reacende o debate sobre o cuidado dispensado ao ídolo no país.

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O novo capítulo teve início após a anulação do procedimento anterior, decisão que fez o caso praticamente voltar à estaca zero. A corte determinou a revisão de provas já apresentadas e a oitiva de testemunhas que já haviam deposto no primeiro julgamento. No total, 92 pessoas serão ouvidas ao longo do processo, incluindo familiares, amigos e membros da equipe de apoio que acompanhava Maradona no período que precedeu sua morte. A retomada do processo tem gerado grande atenção na imprensa e entre os torcedores, que acompanham passo a passo cada fase do julgamento.

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A acusação aponta negligência no atendimento médico dispensado a Maradona nos dias finais de sua vida. Sete integrantes da equipe de saúde respondem por homicídio simples com dolo eventual – quando se assume o risco de provocar a morte –, crime que prevê penas de até 25 anos de prisão. Entre os réus estão o neurocirurgião Leopoldo Luque, a psiquiatra Agustina Cosachov e outros profissionais responsáveis pelo plano de recuperação do craque.

Em novembro de 2020, Maradona se recuperava de uma cirurgia cerebral em sua casa quando sofreu uma parada cardiorrespiratória que resultou em seu óbito. A morte do ex-jogador gerou comoção nacional e levantou questionamentos sobre as condições de cuidado recebidas nos dias anteriores, especialmente após o ídolo ter sido liberado do hospital para continuar o tratamento de forma domiciliar.

Desde então, o caso passou por diferentes fases judiciais. O primeiro julgamento, iniciado em 2022, foi anulado após a saída de uma juíza envolvida em um documentário não autorizado, o que comprometeu a imparcialidade do procedimento. Com isso, todas as provas foram reexaminadas e as testemunhas terão de prestar novos depoimentos, trazendo à tona detalhes já discutidos na fase anterior.

Os profissionais acusados, até o momento, negam qualquer irregularidade no atendimento e asseguram que seguiram os protocolos médicos adequados. As defesas organizarão novamente suas alegações durante as próximas audiências, que não têm prazo definido para encerrar. A expectativa é que o processo se estenda por vários meses, dada a quantidade de depoimentos previstos e a complexidade das acusações, mantendo o caso entre os mais observados da Argentina recente.

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