
Alexandre Ramagem, ex-chefe da ABIN e deputado cassado, em pronunciamento na Câmara. (Foto: Instagram)
Alexandre Ramagem, ex-delegado da Polícia Federal e nome forte do bolsonarismo, ganhou destaque ao chefiar a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e depois se eleger deputado federal. Condenado a 16 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado, teve o mandato cassado em dezembro de 2025 e deixou o Brasil de forma clandestina. Detido nos Estados Unidos por irregularidade migratória, ele agora aguarda decisão sobre extradição para cumprir a pena em território brasileiro.
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A prisão ocorreu na tarde de segunda-feira (13), quando agentes de imigração norte-americanos identificaram sua situação irregular. Figura próxima ao ex-presidente Jair Bolsonaro, Ramagem construiu uma trajetória marcada pelo envolvimento em operações de segurança pública e por controvérsias políticas que perduram até hoje.
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Sua carreira na Polícia Federal teve início em 2005, mas ganhou projeção em 2018, quando integrou a equipe de segurança de Jair Bolsonaro após o atentado sofrido pelo então candidato. Em fevereiro de 2019, foi nomeado diretor-geral da Abin, órgão responsável pela inteligência nacional, onde permanecia até ser alvo das investigações do chamado “Abin Paralela”, que apura o uso indevido da estrutura de espionagem contra adversários políticos.
Em 2020, Bolsonaro tentou emplacar Ramagem como diretor-geral da própria Polícia Federal, mas a indicação foi barrada pelo STF, que apontou o risco de comprometimento na apuração de casos que envolviam o presidente. Dois anos depois, o delegado se candidatou e foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro, consolidando sua influência no Congresso ao defender pautas alinhadas ao bolsonarismo.
No cenário eleitoral, Ramagem disputou a Prefeitura do Rio de Janeiro em 2024 e ficou em segundo lugar, atrás do candidato vencedor. Entretanto, sua atuação parlamentar foi interrompida após o julgamento no STF, que decretou sua inelegibilidade e levou à cassação do mandato em dezembro de 2025, por unanimidade entre os deputados.
A condenação por tentativa de golpe ocorreu em 2026, quando o STF o sentenciou a 16 anos de prisão pelos crimes de organização criminosa e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. Segundo os ministros, ele participou de articulações para subverter os resultados das eleições de 2022, em conjunto com outros investigados.
Antes do trânsito em julgado do processo, Ramagem fugiu do País atravessando a fronteira de Roraima até a Guiana e, de lá, seguiu para os Estados Unidos. Inscrito na lista vermelha da Interpol por determinação do ministro Alexandre de Moraes, acabou preso pelas autoridades de imigração americanas e enfrenta agora o trâmite para possível extradição ao Brasil.








