Família do ‘Sicário’ de Vorcaro exige acesso a provas após morte

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Parentes de “Sicário” contestam versão oficial da prisão e morte de Luiz Phillipi Mourão (Foto: Instagram)

A família de Luiz Phillipi Mourão, apelidado de “Sicário” e apontado como associado ao empresário Daniel Vorcaro, questiona a versão oficial de sua prisão e morte. Por meio da defesa, os parentes afirmam não ter tido acesso às provas que embasaram a prisão na operação da Polícia Federal nem ao laudo pericial sobre o caso.

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Os advogados, liderados por Vicente Salgueiro, informaram que aguardam a liberação dos autos referentes à terceira fase da Operação Compliance Zero. Além disso, requisitaram as gravações das câmeras de segurança da carceragem onde Mourão estava detido, para esclarecer as circunstâncias que envolveram o episódio.

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A família contesta o rótulo de “sicário”, termo usado por Vorcaro para designar matadores de aluguel, e afirma que não há qualquer evidência pública de envolvimento de Mourão em homicídios ou ações violentas. De acordo com os parentes, ele mantinha ampla rede de relações sociais e não demonstrava comportamento instável ou agressivo.

Segundo a Polícia Federal, Mourão teria tentado suicídio dentro da cela no início de março, sendo socorrido e levado ao Hospital João XXIII, onde faleceu em 6 de março de 2026. Os familiares ressaltam que só tomaram conhecimento dessa tentativa por meio da imprensa e ainda não receberam o laudo do Instituto Médico Legal.

Em nota oficial, a defesa recorda que o corpo de Luiz Phillipi foi velado e sepultado em 8 de março de 2026, e repudia qualquer informação em sentido contrário. Os advogados pedem a rápida conclusão das investigações e a divulgação de provas técnicas, a fim de restaurar a honra de Mourão e apurar eventuais responsabilidades durante sua custódia na Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais.

Durante a Operação Compliance Zero, iniciada no começo de março, Mourão foi apontado pela PF como coordenador de um grupo que monitoraria alvos e arquitetaria ações de intimidação contra adversários de Vorcaro. Mensagens extraídas do celular de um ex-banqueiro mencionam um suposto plano para simular um assalto e agredir o jornalista Lauro Jardim, do O Globo, e acesso a sistemas da Polícia Federal e do FBI para obtenção de dados sigilosos.