
Bia Miranda e Samuel Sant Anna sob investigação do MP após colisão em SP (Foto: Instagram)
O Ministério Público de São Paulo avançou nas apurações referentes ao acidente com os influenciadores Bia Miranda e Samuel Sant Anna, conhecido como Gato Preto, ocorrido na capital. A promotoria passou a identificar responsabilidades individuais e a definir medidas judiciais contra os envolvidos, com base nas imagens e depoimentos já coletados até esta segunda-feira (13).
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Segundo a denúncia formal, a influenciadora Bia Miranda recebeu proposta para transação penal no valor de R$ 150 mil, enquadrada em infrações de menor potencial ofensivo. Já Samuel Sant Anna, o Gato Preto, foi incluído no processo sob a acusação de tentativa de homicídio, em razão da gravidade do impacto provocado pelo veículo.
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O segurança particular que acompanhava os influenciadores também foi responsabilizado pelo Ministério Público. Ele está sendo investigado por omissão de socorro às vítimas e por suposta tentativa de alterar a cena do crime, segundo o órgão. A promotoria prevê a possibilidade de encerrar a responsabilização criminal desse profissional mediante o pagamento de R$ 10 mil, se for aceita a proposta de acordo.
O acidente aconteceu em 20 de agosto de 2025, quando o Porsche de alto valor dirigido por Gato Preto teria avançado um sinal vermelho em alta velocidade, conforme apurou a investigação. O carro colidiu contra outro veículo que atravessava a via, provocando danos significativos e ferimentos leves em algumas vítimas. Em seguida, os ocupantes teriam deixado o local sem prestar qualquer socorro.
Conforme o inquérito, testemunhas afirmaram que Bia Miranda e Gato Preto vinham de uma festa regada à bebida alcoólica horas antes do acidente. As imagens de câmeras de segurança próximas ao cruzamento mostram o momento em que o sinal fechou, seguido do impacto entre os veículos. Até agora, não há registro de vítimas fatais, mas a falta de atendimento imediato tem sido considerada agravante pela promotoria.
Caso aceite a transação penal, Bia Miranda não terá registro de condenação em sua ficha criminal, e o processo será arquivado após o pagamento de R$ 150 mil. Esse procedimento está previsto na Lei dos Juizados Especiais Criminais (Lei 9.099/95), que permite ao acusado encerrar a ação penal mediante condições definidas pelo Ministério Público, sem aplicação de pena privativa de liberdade.
Até o momento, nem Bia Miranda nem Samuel Sant Anna emitiram pronunciamento oficial sobre as novas medidas adotadas pelo Ministério Público. A defesa de Bia avalia a proposta para encerrar o caso, enquanto a equipe de Gato Preto prepara a estratégia para contestar a tentativa de homicídio e demais imputações em um eventual julgamento.








