
Menino de 9 anos é resgatado em estado crítico após quase um ano confinado em van (Foto: Instagram)
Um garoto de 9 anos foi encontrado em estado crítico na França após passar meses confinado dentro de uma van desde 2024. O resgate ocorreu em 6 de fevereiro e as autoridades locais divulgaram detalhes sobre o caso no sábado (11). Segundo relatos, a criança vivia isolada em condições precárias por quase um ano, até que uma denúncia anônima levou a polícia ao veículo.
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Durante a remoção da van, os oficiais perceberam que o menino apresentava sinais agudos de desnutrição e estava incapaz de se locomover por conta da fraqueza extrema. Imediatamente, ele recebeu atendimento médico em uma unidade próxima, onde permanece sob observação, enquanto seu estado de saúde é avaliado por uma equipe multidisciplinar.
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A polícia foi acionada após um morador da vila de Hagenbach, na região fronteiriça com Alemanha e Suíça, ouvir sons vindos do interior do veículo. A van estava estacionada em uma rua residencial tranquila, sem movimentação externa, o que levantou suspeitas. Ao inspecionarem o interior, os agentes se depararam com um cenário considerado degradante.
Conforme informações da promotoria local, o menino foi encontrado completamente nu, deitado em um colchão improvisado e coberto por um único cobertor. Ao redor, havia acumulados restos de lixo e fezes, evidenciando um longo período de negligência. A criança apresentava ainda marcas de desnutrição avançada, o que explicaria sua imobilidade quase total.
O pai da vítima foi detido no local e confessou aos investigadores que manteve o filho confinado na van desde novembro de 2024. Ele alegou que tomou a medida para “proteger” o menino de uma suposta internação psiquiátrica. No entanto, não existem registros médicos que comprovem qualquer transtorno mental, e testemunhas atestam que o garoto frequentava a escola regularmente antes de desaparecer.
O homem foi indiciado por sequestro e por expor a criança a perigo, entre outras imputações. A companheira dele também é investigada por omissão de socorro, apesar de negar conhecimento sobre as condições em que o menino vivia. Até o momento, não há informações sobre eventuais defesas apresentadas pelos acusados.
Enquanto a apuração prossegue, o garoto e os irmãos menores foram encaminhados aos serviços de proteção social, onde recebem acolhimento e suporte psicológico. O caso reacende o debate sobre a necessidade de vigilância comunitária e de políticas públicas eficazes para prevenir situações extremas de abandono e maus-tratos infantis em regiões rurais e fronteiriças.








