
Contratorpedeiro da Marinha dos EUA em patrulha no Golfo Pérsico (Foto: Instagram)
Os Estados Unidos anunciaram neste domingo (12) o bloqueio total do Estreito de Ormuz, na região do Golfo Pérsico. A medida, divulgada pela Casa Branca, provocou reação imediata nos mercados internacionais, com forte alta nos valores do petróleo diante do temor de que o fornecimento global seja interrompido.
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O presidente Donald Trump autorizou em nova diretriz a Marinha dos EUA a interceptar “qualquer navio em águas internacionais que tenha pago taxas ao governo iraniano para navegar na região”. A ordem passa a vigorar a partir das 11h (horário de Brasília) desta segunda-feira (13), segundo comunicado oficial do Pentágono.
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Antes do anúncio norte-americano, o Irã já havia imposto uma restrição parcial à passagem pelo Estreito de Ormuz, rota que corresponde a aproximadamente 20% do petróleo comercializado mundialmente. A Guarda Revolucionária iraniana permitia somente o trânsito de petroleiros de países aliados mediante pagamento de taxas ao governo de Teerã.
O fechamento total do corredor marítimo foi confirmado após o fracasso das negociações entre representantes dos EUA e do Irã no Paquistão, no sábado (11). Falta de consenso em pontos-chave levou Trump a elevar o tom contra o regime iraniano e garantir que nenhum navio, nem mesmo daquele país, cruze a passagem estratégica.
Em resposta, o preço do barril de petróleo tipo brent, referência global, voltou a superar os US$ 100. Na véspera do bloqueio, o barril era cotado em torno de US$ 95. Em pouco mais de uma hora, o valor saltou para US$ 102,50, registrando alta de 7,7% e reacendendo temores de inflação em economias importadoras.
No Brasil, a alta internacional do petróleo tende a pressionar os preços dos combustíveis nas bombas, mesmo com participação relativamente baixa do óleo oriundo do Estreito de Ormuz. Especialistas apontam que, com o barril acima de US$ 100, a Petrobras pode repassar reajustes, impactando o bolso dos consumidores na gasolina e no diesel.








