
Imagem de um ex-presidente da República em pronunciamento oficial (Foto: Instagram)
A Polícia Federal concluiu pela segunda vez que não há indícios de interferência do ex-presidente Jair Bolsonaro na instituição. A reabertura do inquérito foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, após declarações do então ministro da Justiça, Sergio Moro, que havia deixado o cargo apontando supostas pressões políticas para troca de comando na PF.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
Na revisão do caso, os investigadores não encontraram elementos que comprovem prática de crimes por parte de Bolsonaro, repetindo o entendimento inicial. Sergio Moro afirmou ter sofrido tentativas de ingerência em investigações comandadas pela corporação, mas não apresentou provas suficientes para alterar o resultado do inquérito, que voltou a ser arquivado pela Polícia Federal.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
Na fase anterior, levantou-se a hipótese de que Bolsonaro pudesse influenciar apurações relacionadas à disseminação de notícias falsas envolvendo aliados, mas nenhuma irregularidade foi confirmada. Naquela oportunidade, a PF e o então procurador-geral da República, Augusto Aras, recomendaram o arquivamento definitivo por ausência de provas que sustentassem ação penal contra o ex-presidente.
Com o início do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, a corporação reavaliou todo o material e manteve a ausência de indícios de ilícito. No relatório final, o delegado Carlos Henrique Pinheiro de Melo, da Diretoria de Inteligência Policial, destacou que as diligências realizadas à época não revelaram condutas criminais ou motivações políticas capazes de justificar qualquer processo penal.
O documento também registra que a Polícia Federal solicitou informações do inquérito das fake news, conduzido no Supremo, para buscar eventuais conexões com este caso. Segundo Alexandre de Moraes, relator do procedimento no STF, não existiam provas naquele inquérito que comprovassem ingerência indevida por parte de Bolsonaro na instituição.
Por fim, o relatório recomenda que quaisquer suspeitas remanescentes sejam apuradas nos processos sob a relatoria de Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal. O ministro encaminhou o parecer complementar ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, que agora avaliará se autoriza novas diligências ou se determina o arquivamento definitivo da investigação.








