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Delegado é investigado após atrito com advogado em delegacia de SP por causa de calcinha encontrada


Entrada da 78ª DP em São José do Rio Preto (Foto: Instagram)

A Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo instaurou procedimento preliminar para apurar a conduta de um delegado em São José do Rio Preto. O inquérito interno foi aberto após uma discussão entre o delegado e um advogado, ocorrida na última quinta-feira (9), durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão. A sindicância visa esclarecer possíveis excessos cometidos pelo policial durante o episódio.

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Tudo começou quando uma peça íntima foi encontrada em uma sala da Divisão de Investigações Gerais (DIG). A calcinha, branca e vermelha, feita de renda, teria sido vista em um canto do cômodo, motivando questionamentos do delegado ao advogado presente para representar seu cliente na ação.

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Segundo o advogado Kauan Eduardo de Lima Cambauva, o atendimento começou de forma cordial, mas mudou de tom quando o delegado, visivelmente irritado, bateu na porta e passou a insultá-los. Na visão de Cambauva, o policial acusou o profissional de ter plantado a calcinha na sala para prejudicar a autoridade.

Para tentar conter a escalada do conflito, o advogado orientou o cliente a descartar a peça, mas a tensão seguiu aumentando. O delegado, de acordo com o relato, chegou a proferir ameaças de agressão e se negou a autorizar o exame das imagens das câmeras de monitoramento da delegacia, solicitadas pelo advogado.

O caso ganhou nova reviravolta quando uma mulher, também alvo da operação, declarou que a calcinha era sua e sugeriu que o item poderia ter sido levado ao local por um investigador, preso ao equipamento usado para transportar objetos. Mesmo diante dessa versão, o delegado não reconheceu o equívoco nem apresentou pedido de desculpas.

Incomodado com a postura do policial, o advogado formalizou uma representação contra o delegado na Corregedoria. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou ter solicitado as gravações das câmeras da delegacia para auxiliar nas investigações, reiterando que não admite desvios de conduta e que qualquer irregularidade será punida segundo a legislação.

Até o momento, o delegado envolvido não se posicionou publicamente sobre as acusações. A apuração preliminar reunirá depoimentos e provas para definir se houve abuso de autoridade ou conduta inadequada, podendo resultar na abertura de processo administrativo disciplinar, conforme o desfecho das investigações.

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