
Acidente em máquina de elevação pélvica deixa jovem com fraturas bilaterais (Foto: Instagram)
Um grave acidente em uma academia da Asa Norte reacendeu o alerta sobre a máquina de elevação pélvica, equipamento comum em treinos voltados ao desenvolvimento de glúteos e posteriores de coxa. Durante a execução do movimento, a jovem de 19 anos sofreu fratura bilateral nos joelhos após a carga se desprender de forma inesperada. O incidente evidencia os riscos de manuseio de aparelhos que suportam elevados pesos e requerem grande atenção na fixação e operação.
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O aparelho permite o uso de cargas expressivas graças a um cinto ou faixa fixada ao quadril, que sustenta o peso e garante estabilidade durante a elevação. No caso, a aluna utilizava aproximadamente 160 kg, carga considerada alta mesmo para quem pratica regularmente o exercício. O cinto, além de prender a barra ao corpo do praticante, funciona como elemento principal de segurança, e qualquer falha nesse mecanismo pode resultar em acidentes graves.
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O movimento consiste em impulsionar o quadril para cima, posicionando a carga sobre a região pélvica e mantendo as costas apoiadas em um banco específico. O cinto é conectado tanto ao equipamento quanto ao corpo do usuário, criando um ponto firme de sustentação. Se houver desgaste na fixação, má regulagem do acessório ou defeito mecânico, o peso pode escapar bruscamente, gerando impacto forte nos joelhos e na pélvis.
Profissionais de educação física e fisioterapeutas alertam para a necessidade de manutenção preventiva e inspeção regular das travas e dos pontos de ancoragem antes de cada uso. Eles recomendam também a presença de um instrutor durante séries com cargas elevadas, para orientar ajustes e corrigir possíveis falhas na postura. Em academias, protocolos de segurança devem incluir revisão frequente dos equipamentos e treinamento da equipe para identificar sinais de desgaste.
Outro ponto crucial é a progressão gradual da carga. Apesar da jovem afirmar já estar adaptada ao peso, qualquer variação no funcionamento do aparelho ou na tensão do cinto pode alterar o comportamento do movimento. Diferente de máquinas guiadas, a elevação pélvica com cinto depende totalmente da integridade do sistema de fixação e da habilidade do praticante em controlar a trajetória da carga, requerendo atenção redobrada a cada repetição.
A Polícia Civil investiga se o acidente foi causado por falha mecânica ou negligência na manutenção do equipamento. Enquanto aguarda o laudo pericial, o episódio voltou o foco para a importância de normas mais rígidas em academias, sobretudo em exercícios de alta intensidade. O caso serve de alerta para cuidados essenciais em treinos de força, a fim de evitar que práticas rotineiras se transformem em eventos traumáticos.








