Brasil e EUA firmam acordo para combater o crime organizado com troca de dados

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Secretário Robinson Barreirinhas e autoridades da Receita Federal anunciam cooperação Brasil–EUA contra o crime organizado no setor logístico. (Foto: Instagram)

Em 11 de abril de 2026, Brasil e Estados Unidos selaram uma parceria estratégica voltada ao enfrentamento do crime organizado no mercado logístico. Pelo novo acordo, a Receita Federal do Brasil e a Agência de Fronteiras dos EUA trocarão informações em tempo real sobre cargas transportadas por navio e avião, permitindo maior controle sobre remessas suspeitas e agilizando investigações conjuntas.

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Com essa integração, os órgãos poderão identificar mercadorias ilegais antes mesmo de sua chegada ao território nacional e acionar imediatamente a Polícia Federal para apreensão das cargas. O protocolo inclui alertas automáticos que disparam operações de fiscalização e garantem interceptações antecipadas, reduzindo riscos e prejuízos ao comércio regular.

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O principal alvo da iniciativa é o tráfico internacional de armas. Nos últimos 12 meses, as autoridades apreenderam mais de 500 kg de armamento contrabandeado, segundo dados oficiais. Grande parte desse material sai da Flórida, nos EUA, despachado em peças separadas para dificultar a identificação durante o transporte até o Brasil.

O programa Desarma, gerido pela Receita Federal, reúne dados detalhados sobre cada apreensão, incluindo tipo de armamento, procedência declarada, logística envolvida e números de série. Agora, essas informações serão sincronizadas com a base de inteligência da Agência de Fronteiras dos EUA, promovendo um fluxo contínuo de dados estratégicos.

Além de armas, a integração também pretende inibir o tráfico de drogas. Somente no primeiro trimestre de 2026, foram recolhidas 1,5 tonelada de substâncias entorpecentes, em sua maioria sintéticas, no Aeroporto de Guarulhos. A expectativa é que o cruzamento de informações ajude a antecipar rotas de contrabando e a desarticular organizações criminosas.

“Quando eu localizar um contêiner vindo da Flórida com peças de fuzil, aviso imediatamente nosso contato americano para que ele investigue o remetente”, explicou Robinson Barreirinhas, secretário da Receita Federal. Segundo ele, esse diálogo direto fortalece a cooperação bilateral ao combinar inteligência brasileira e americana em tempo real.