
Renan Santos propõe nova autonomia administrativa para o Rio de Janeiro (Foto: Instagram)
Renan Santos, pré-candidato à Presidência da República pelo partido Missão, revelou em entrevista exclusiva ao Bacci Notícias nesta quinta-feira (9) um plano que visa conferir ao Rio de Janeiro um novo modelo administrativo, com mais autonomia de gestão. Ele enfatizou que sua proposta não implica separação do restante do país, mas sim ampliar a independência da capital fluminense para que esta possa tomar decisões de forma mais ágil e eficiente em áreas estratégicas.
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O pré-candidato reforçou que o projeto não tem o propósito de isolar o Rio de Janeiro do Brasil. “Não é nem separar o Rio. Eu quero dar uma autonomia para que ele possa se autogerir”, afirmou Renan Santos, explicando que a ideia central é permitir ao município atuar com maior flexibilidade em questões orçamentárias, planejamento urbano e políticas públicas voltadas à população local.
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Como referência, Renan Santos citou exemplos de cidades ao redor do mundo que operam sob regimes especiais de administração, destacando Buenos Aires, Hong Kong e Xangai. Segundo ele, tais metrópoles mantêm um estatuto diferenciado que lhes permite adaptar regras fiscais e regulatórias de acordo com suas necessidades específicas, o que acaba atraindo investimentos e impulsionando a economia local.
No plano econômico, Renan defende que o Rio de Janeiro poderia se firmar como um polo internacional de turismo e tecnologia, atuando como um hub digital. Ele acredita que, ao conquistar maior liberdade para celebrar parcerias estratégicas e promover incentivos fiscais, a cidade ganharia maior competitividade global e despertaria o interesse de empresas internacionais e investidores.
O pré-candidato também criticou o mecanismo vigente de distribuição de recursos entre município e estado do Rio. Segundo Santos, grande parte do orçamento municipal é direcionada ao governo estadual, o que, na visão dele, desequilibra o caixa da prefeitura e limita a capacidade de executar obras e serviços essenciais à população.
Renan Santos assegura que o novo modelo administrativo tem como objetivo corrigir falhas do sistema atual e promover o desenvolvimento local. “Quando o município tem autonomia, ele cumpre seu papel de forma mais eficiente, beneficiando diretamente o carioca”, concluiu, afirmando que a transformação pode gerar maior agilidade na gestão pública e melhores resultados sociais para a capital fluminense.
