
Renan Santos propõe endurecer combate ao crime organizado (Foto: Instagram)
Em entrevista concedida nesta quinta-feira (9), Renan Santos, pré-candidato à Presidência pelo partido Missão, afirmou ao Bacci Notícias que o combate ao crime organizado será a prioridade central de seu eventual governo. Ele ressaltou que pretende enfrentar as facções criminosas com estratégias legais mais incisivas para conter sua atuação e reduzir a violência que elas promovem.
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Para reforçar esse enfrentamento, o candidato defende mudanças estruturais na legislação penal e no sistema de execução de penas, com foco exclusivo em organizações criminosas. Uma das ideias-chave é aplicar o chamado “direito penal do inimigo”, modelo que prevê tratamento jurídico diferenciado para quem integra facções. Segundo Santos, esses grupos se colocam em choque com o Estado, justificando uma resposta mais dura.
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Entre as propostas, está ainda inverter a presunção de inocência para suspeitos ligados a facções. “Se você pertence a uma facção, você não tem presunção de inocência, você tem presunção de culpa”, declarou o pré-candidato, defendendo que essa mudança agilize o trânsito em julgado e dificulte recursos protelatórios.
No que diz respeito aos líderes do crime organizado, Santos quer estabelecer prisão perpétua sem possibilidade de progressão de regime. “Se ele é líder de facção, ele tem que ficar preso o resto da vida”, afirmou, apontando que chefes de quadrilhas devem ser neutralizados definitivamente.
O pré-candidato também criticou o atual arcabouço legal, apontando falta de clareza e rigidez para lidar com a perversidade dos grupos criminosos. “A lei atual não é muito clara. Eu quero fazer um projeto ainda melhor sobre isso”, disse, adiantando que apresentará um texto mais detalhado ao Congresso.
Se aprovado, o novo pacote de medidas pode redefinir o enfrentamento ao crime organizado no país, impondo normas de exceção para faccionados e elevando a punição de seus líderes a um nível inédito. Renan Santos sinaliza que essa agenda será pilar de sua campanha, com esforço político para garantir a aprovação das mudanças.
