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Mãe de empresária morta com moedas na boca faz revelações


Edileia Folha de Oliveira ao lado da filha Bárbara Denise em momento de afeto antes da tragédia (Foto: Instagram)

Em entrevista ao portal Bacci Notícias, Edileia Folha de Oliveira, mãe de Bárbara Denise Folha de Oliveira, relatou emocionada o impacto da perda da filha, encontrada sem vida em seu apartamento no bairro Samaritá, em São Vicente, no dia 20 de janeiro. Ela comentou o sofrimento diário e a sensação de vazio que persiste desde então.

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Quase três meses após o crime, Edileia desabafou nesta quinta-feira (9) sobre a saudade que a consome e destacou o apoio do neto Henrique, de 14 anos, único filho da vítima com o ex-companheiro. Ela afirmou que o convívio com o garoto e o retorno gradual ao trabalho têm sido fundamentais para enfrentar a dor.

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Bárbara era sócia de uma clínica de bronzeamento em São Vicente. Após o feminicídio, Edileia precisou encerrar a sociedade, rescindir o contrato do imóvel e arcar com a reforma do local. “Foi um golpe duplo, pois perdi a filha e o negócio que construímos juntas. O estúdio de bronze não teve como continuar sem ela”, lamentou.

Segundo a mãe, um dia antes do assassinato Bárbara gravou um vídeo dentro do apartamento, registrando uma discussão com o ex-marido. Nas imagens, ele chora e resiste a sair, enquanto ela explica que já deixou separadas as suas roupas, documentos e o valor combinado para que ele se retirasse. O material foi enviado ao irmão do suspeito e à própria Edileia.

Durante o depoimento, Manoel Ferro de Melo afirmou ter colocado moedas nos olhos de Bárbara num suposto ritual de passagem baseado na mitologia de Caronte, o condutor das almas ao mundo dos mortos. Ele disse ainda que espalhou moedas em outras partes do corpo por causa de comentários da vítima sobre desejar paz e estabilidade financeira, num conflito de natureza econômica.

Edileia enfatizou a necessidade de conscientização para evitar novos casos de feminicídio. “Não se pode normalizar agressões contra esposa, irmã, mãe ou filha. É preciso ensinar meninas e meninos que casamento não garante estabilidade nem sustento eterno”, declarou. Ela contou que Henrique continua frequentando a escola e faz acompanhamento psicológico para lidar com a perda.

Manoel Ferro de Melo, preso em janeiro na capital paulista após confessar o crime, foi encontrado morto em sua cela na Penitenciária de Tupi Paulista em 3 de abril. A Secretaria de Administração Penitenciária registrou a causa como suspeita na Delegacia de Dracena, e as investigações prosseguem. Ao receber a notícia, Edileia disse sentir alívio por acreditar que, de certa forma, a justiça foi feita.

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