Homem tenta matar ex a machadadas em Ponte Nova e acaba morto

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Morador intervém com barra de ferro e impede tentativa de feminicídio em Ponte Nova (MG) (Foto: Instagram)

Na noite de quarta-feira (8), uma mulher de 39 anos escapou de tentativa de feminicídio em Ponte Nova, Zona da Mata de Minas Gerais, quando foi atacada a machadadas pelo ex-companheiro. Durante a ação, o suspeito, de 40 anos, acabou morto ao ser atingido por um terceiro que interveio no meio da rua. O caso, registrado pela Polícia Civil local, segue em investigação para esclarecer todos os detalhes.

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Conforme o boletim de ocorrência, o autor do crime foi identificado como Reginaldo Pinheiro Superbi, de 40 anos, que havia sido liberado da prisão cerca de 24 horas antes do ataque. Ele chegou de motocicleta, parou próximo à vítima e, segundo testemunhas, ameaçou que ela morreria antes de voltar atrás das grades. Em seguida, sacou uma machadinha e uma faca para iniciar as agressões enquanto ela caminhava com uma amiga.

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A mulher possuía medida protetiva de urgência expedida pela 2ª Vara Criminal de Ponte Nova, mas isso não impediu o ex de se aproximar. Durante o ataque, ele atingiu a vítima no couro cabeludo, fazendo-a cair no chão, onde continuou a agressão. A amiga dela saiu em busca de ajuda, gritando por socorro até que um homem passava pelo local e ouviu os pedidos de ajuda.

Segundo relatos, o homem, de 31 anos, carregava uma barra de ferro e, ao perceber a gravidade da situação, interveio para deter o agressor. Ele desferiu um golpe certeiro contra a cabeça de Reginaldo, interrompendo imediatamente a ação violenta. Após o impacto, o suspeito caiu e não resistiu aos ferimentos, morrendo ainda no local, conforme constatou a equipe de socorro que chegou em seguida.

A vítima foi socorrida por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada ao pronto-socorro de Ponte Nova com três cortes no couro cabeludo, mas sem risco de vida. Já o homem que interveio foi inicialmente detido em flagrante por lesão corporal grave seguida de morte. Ele prestou depoimento na Delegacia de Polícia Civil de Minas Gerais e, posteriormente, foi liberado, pois sua ação foi entendida como legítima defesa da mulher.

O caso continua sob investigação da Polícia Civil, que busca aprofundar as circunstâncias do crime, ouvir testemunhas e analisar laudos periciais. A promotoria também acompanha o andamento para avaliar eventuais desdobramentos na esfera criminal. Até o momento, não há definição sobre indiciamento de outras pessoas envolvidas nem prazo para conclusão do inquérito.