Caso Melissa: confira local onde corpo da estudante foi encontrado em Eloy Chaves

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Corpo de adolescente de 17 anos é encontrado em área de mata em Jundiaí (Foto: Instagram)

O corpo de Melissa Felippe Martins Santos, de 17 anos, foi descoberto no fim da tarde de quarta-feira (8) em uma área de mata no bairro Eloy Chaves, em Jundiaí (SP), após 12 dias de buscas. A adolescente havia sumido ao sair de um cursinho pré-vestibular e, segundo a polícia, foi vista pela última vez descendo de um carro por aplicativo na mesma região onde o corpo foi achado.
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De acordo com o delegado José Ricardo Marchetti, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), o corpo apresentava estado avançado de decomposição. O material foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) de Jundiaí, onde será submetido a perícias para apontar as causas da morte.
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Imagens de câmeras de segurança registradas em 28 de março mostram Melissa saindo de um veículo por aplicativo e caminhando em direção ao matagal. Pouco depois, o motorista deixou o local e, conforme a investigação, o celular da jovem foi desligado, dificultando o rastreamento. A coincidência entre o ponto de descida e o local do corpo é um dos principais focos dos investigadores.

As buscas envolveram equipes da Polícia Civil e da Guarda Municipal de Jundiaí durante quase duas semanas. O trabalho incluiu varreduras em diversas áreas da cidade e o apoio de cães farejadores, especialmente na região da Serra do Japi, extensa área de mata próxima ao bairro onde Melissa desapareceu. Apesar dos esforços, a localização só ocorreu dias depois.

Melissa sumiu na manhã de 28 de março, após sair de um cursinho pré-vestibular na Avenida Nove de Julho. Segundo familiares, ela deixou o curso mais cedo por causa de uma crise de ansiedade e, em seguida, solicitou um carro por aplicativo. Tanto o motorista quanto a mãe e o irmão da jovem já prestaram depoimento à polícia. Também não foram registradas movimentações bancárias em suas contas após o desaparecimento.

Os parentes revelaram que a adolescente passava por tratamento contra depressão e recebia acompanhamento no Centro de Atenção Psicossocial (Caps) de Jundiaí. Amigos e familiares chegaram a fazer vigília na Serra do Japi, na esperança de encontrá-la com vida, mas a busca terminou com a constatação da morte.

A Polícia Civil mantém todas as linhas de investigação em aberto, entre elas a possibilidade de suicídio, embora a dinâmica dos fatos ainda seja apurada. Novas oitivas e laudos periciais devem esclarecer o que ocorreu nas horas finais antes da morte de Melissa.