
Thiago Gagliasso critica irmão Bruno após foto com Lula e questiona uso de recursos públicos em filme (Foto: Instagram)
Thiago Gagliasso, deputado estadual do Rio de Janeiro, manifestou críticas ao irmão Bruno Gagliasso após uma foto do ator cumprimentando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em vídeo publicado em 8 de abril, o parlamentar afirmou que a imagem, apesar de recente na internet, data de 2022 e acusou o artista de viver “em uma realidade paralela”, mencionando queimadas, supostos escândalos e o financiamento do longa “Por um Fio”.
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No mesmo registro, Thiago ironizou a visita de Bruno ao Palácio do Planalto e questionou: “Ele foi cobrar algo ou apenas divulgar seu filme?”. O deputado ainda brincou com o título fictício “Bruno no País das Maravilhas” e afirmou que só quem desconhece denúncias de corrupção no INSS e de incêndios na Amazônia poderia achar natural o encontro.
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Thiago também questionou os recursos destinados ao filme “Por um Fio”, informando que dados da Agência Nacional do Cinema (Ancine) apontam captação de aproximadamente R$ 5,7 milhões via incentivos fiscais. Para ele, esse investimento público evidencia o distanciamento de certos artistas em relação às dificuldades do cidadão comum.
Em tom de reprovação, o deputado descreveu o longa como “um filme de terror e de muito mau gosto” e criticou o gesto de Bruno ao beijar a mão de Lula. “Será que ele não poderia ir às ruas, conversar com as pessoas e ouvir seu irmão mais novo?”, provocou, enfatizando a importância do contato direto com a população.
No encerramento do vídeo, Thiago declarou que “não existe petista de graça” e sugeriu que o beijo de Bruno foi uma celebração de uma “sessão pipoca” entre o ator e o presidente. A provocação reforça seu posicionamento crítico diante do alinhamento político do irmão.
A relação entre Bruno e Thiago Gagliasso já era afetada pelas divergências políticas desde as eleições de 2018. Naquele pleito, Thiago apoiou Jair Bolsonaro, enquanto Bruno e sua esposa, Giovanna Ewbank, se identificaram com o Partido dos Trabalhadores, aprofundando o afastamento familiar.








