
O “ladrão mais elegante” e o sofá de R$290 mil (Foto: Instagram)
Um sofá de luxo avaliado em aproximadamente R$ 290 mil se tornou a marca de uma série de crimes em Los Angeles. Vítimas de arrombamentos e golpes em alta escala se uniram nas redes sociais para apontar um possível autor, mas seu paradeiro ainda não foi descoberto.
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O homem, apelidado de “ladrão mais elegante”, é investigado pelo furto de um sofá Mah Jong de 21 peças avaliado em US$ 58 mil (cerca de R$ 290 mil) em uma loja de móveis vintage de luxo. O episódio se tornou símbolo de uma série de invasões, fraudes e roubos de peças raras em residências e comércios na região.
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As vítimas passaram a relatar casos semelhantes em redes sociais. A influenciadora Victoria Paris contou que, durante viagem, teve sua casa invadida; o ladrão arrombou uma janela sem sistema de alarme e levou bolsas Rabanne e Miu Miu, lenços Hermès, uma mala Louis Vuitton e joias, totalizando prejuízo de pelo menos US$ 15 mil. Vídeos postados no TikTok pela influenciadora somaram mais de 1 milhão de visualizações e atraíram relatos de outras pessoas que sofreram golpes parecidos.
Na fase inicial, o suspeito aplicou fraudes com cartões de crédito para comprar móveis de design, como cadeiras Eames, e chegou a estornar pagamentos após a entrega. Com o passar do tempo, passou a invadir residências e lojas de luxo para sustentar a ação de forma mais ousada, elevando o montante dos furtos e o grau de risco.
O crime mais emblemático ocorreu na loja Merit, especializada em móveis vintage. Além do sofá de US$ 58 mil, diversas peças raras foram roubadas em diferentes ocasiões. O proprietário, Paul Bearman, rastreou entregas fraudulentas até um endereço em Los Angeles, entrou no local, filmou o interior e esperou a polícia chegar, numa cena descrita como surreal. Mesmo assim, faltaram provas para uma prisão imediata e, dias depois, o próprio suspeito devolveu um dos sofás, sem desistir das ações.
Com a mobilização digital, imagens de câmeras de segurança e troca de informações, o grupo de vítimas identificou um nome em comum: Zack Vincler. Ele teria passado pelo mercado de moda e design, colaborado com marcas e frequentado círculos de lifestyle que se encaixavam no perfil das vítimas. Zack chegou a ser preso, respondeu por furtos e roubo de identidade, foi liberado mediante acordo judicial e, após a soltura, voltou a ser acusado de invasões e tentativas de furto em bairros nobres. Atualmente, ele está foragido, desrespeitou uma audiência e há um mandado de prisão em aberto, enquanto as investigações continuam em curso.








