Site icon Jetss BR

Mulher perde parte da visão por doença ocular congênita rara e busca cirurgia


Emma Jones, 28 anos, luta contra cistos oculares que comprometeram 90% de sua visão (Foto: Instagram)

A britânica Emma Jones, de 28 anos, teve a visão seriamente comprometida após desenvolver enormes cistos em ambas as pálpebras em decorrência de uma condição congênita incomum. Atualmente, ela enxerga apenas 10% e convive com dores constantes que prejudicam atividades básicas, como dormir e trabalhar. Sem a intervenção cirúrgica, Emma relata que sua qualidade de vida está cada vez mais limitada, e o alívio momentâneo do sono passou a ser o único refúgio para suportar o incômodo diário.

++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático

Os cistos, alguns alcançando até 30 milímetros de diâmetro, têm origem na Displasia Frontonasal, diagnóstico que acompanha Emma desde o nascimento. Estas formações crescentes se concentram principalmente nas pálpebras inferiores, com outros pequenos inchaços na parte superior dos olhos. Além de reduzir drasticamente sua visão, a anomalia tornou inviável qualquer ocupação profissional e é responsável por dores lancinantes, que se intensificam com o passar do dia.

++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

Além da Displasia Frontonasal, Emma carrega outros diagnósticos desde a infância, como a Síndrome de Morning Glory e catarata precoce, fatores que se somaram à perda visual. Durante a adolescência, ela enfrentou bullying e olhares constantes nas ruas, o que a levou a usar óculos escuros não apenas para proteger os olhos do vento, mas também para evitar constrangimentos. “Às vezes, o olhar das pessoas é tão invasivo que se torna insuportável”, desabafa.

Emma revela que teve três oportunidades de realizar a cirurgia corretiva — aos 11, 17 e 19 anos — mas as sessões foram negadas pela própria mãe, sem que ela soubesse dos fatos. Somente em dezembro de 2023, após o falecimento da mãe, a jovem acessou os registros médicos e descobriu as propostas cirúrgicas rejeitadas. “Fico com raiva e tristeza ao pensar que poderia ter tido uma vida melhor se essas intervenções tivessem ocorrido”, afirma.

Recentemente, especialistas do Moorfields Eye Hospital, em Londres, reavaliarem o caso de Emma e indicaram a possibilidade de cirurgia ainda neste ano. Para isso, ela precisa passar por diversos exames, incluindo avaliação oftalmológica completa, ressonância magnética e testes pré-operatórios. Considerada legalmente cega, Emma não tem condições de viajar sozinha de Bradford a Londres, o que impõe mais um obstáculo ao tratamento.

Diante das restrições financeiras, Emma lançou uma campanha de financiamento coletivo para custear as três viagens de trem necessárias — cada trecho custa £150. Ela explica que sem esse apoio ficará impossibilitada de comparecer aos exames e adiantar o processo cirúrgico. Com o tratamento planejado, a jovem nutre a esperança de recuperar parte da autonomia e diminuir as dores que a acompanham diariamente.

Exit mobile version