Médicos indicam que Bolsonaro necessita de nova cirurgia no ombro direito

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Ex-presidente Jair Bolsonaro em audiência no STF, antes de cirurgia no ombro direito. (Foto: Instagram)

Nesta sexta-feira (03), um corpo médico comunicou oficialmente que Jair Bolsonaro precisará se submeter a procedimento cirúrgico no ombro direito. Segundo os especialistas, o ex-presidente apresenta quadro persistente de dor e restrição funcional que compromete a mobilidade do braço e interfere nas atividades diárias.

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A equipe de defesa de Bolsonaro (PL) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) relatórios detalhados que reforçam a indicação do procedimento. Nos documentos protocolados na tarde desta sexta, os pareceres clínicos ressaltam a urgência de intervenção cirúrgica para prevenir agravamentos futuros e melhorar a qualidade de vida do ex-chefe de Estado.

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O pedido foi feito exatamente uma semana após o ex-presidente receber alta hospitalar do Hospital DF Star, em Brasília, onde foi tratado de broncopneumonia bilateral. Após a saída, ele iniciou o cumprimento de prisão domiciliar humanitária, com autorização assinada pelo ministro Alexandre de Moraes. O prazo inicialmente fixado para essa medida é de 90 dias, contados a partir da alta médica em 27 de março de 2026.

Além de solicitar a cirurgia, a decisão do STF determina que Bolsonaro receba acompanhamento médico semanal, com envio de novos relatórios sobre o avanço do tratamento. Os laudos devem detalhar tanto a evolução da broncopneumonia quanto a condição ortopédica no ombro direito. A broncopneumonia bilateral, desenvolvida durante o cumprimento da pena no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, ainda demanda cuidados específicos.

Segundo o documento, Bolsonaro apresenta redução significativa da amplitude de movimento no ombro, associada a perda de força muscular e dificuldade para realizar tarefas cotidianas. A limitação funcional impede até mesmo o avanço nas sessões de fisioterapia, essenciais para a recuperação. Os especialistas alertam que a persistência desses sintomas sem intervenção cirúrgica pode agravar lesões na estrutura articular.

O relatório também observa que o ex-presidente encontra-se na fase pré-operatória, sem progressão nos exercícios recomendados até o momento. Essa situação reforça a necessidade do agendamento cirúrgico em curto prazo, segundo os médicos responsáveis pelo acompanhamento. A equipe ressalta que o adiamento pode prolongar o período de recuperação pós-operatória.

Jair Bolsonaro cumpre atualmente uma pena de 27 anos e três meses de reclusão, após a Primeira Turma do STF classificá-lo como um dos principais articuladores da tentativa de golpe de Estado em 2023. A decisão que determinou a prisão domiciliar humanitária também estabelece a observância de requisitos médicos para avaliar a adequação do procedimento cirúrgico e a liberação para futuras audiências judiciais.