Como diferentes religiões comemoram a Páscoa

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Cruz drapejada ao pôr do sol simboliza a vitória da vida sobre a morte na Páscoa (Foto: Instagram)

A Páscoa ocupa posição central no calendário cristão ao celebrar a morte e a ressurreição de Jesus Cristo, marcando também o início de um período litúrgico de 50 dias que vai até o Pentecostes. Mais do que um feriado, a data inspira reflexões profundas sobre sacrifício, renovação e esperança, sendo lembrada por meio de rituais, cultos e símbolos que reforçam a vitória da vida sobre a morte.

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A origem da Páscoa cristã remonta à festa judaica de Pessach, que celebra a libertação dos israelitas da escravidão no Egito. A palavra “Pessach” significa “passagem” e simboliza a travessia da servidão à liberdade. Na tradição judaica, o evento é celebrado em família, com leituras do Haggadah, consumo de alimentos específicos e recontagem dos acontecimentos que definiram a identidade religiosa e histórica do povo hebreu.

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Nas igrejas ortodoxas, a Páscoa segue o calendário juliano em vez do gregoriano, resultando em datas distintas em relação à Igreja Católica. O cálculo envolve o equinócio da primavera e a primeira lua cheia subsequente, o que geralmente faz com que a celebração ortodoxa ocorra depois da Páscoa judaica. Essa diferença de calendário também reflete nuances históricas e culturais que marcam a diversidade das tradições cristãs.

No Espiritismo, a Páscoa não figura no calendário de festividades, mas a doutrina valoriza permanentemente os ensinamentos de Jesus. A ênfase recai sobre a transformação interior e a prática contínua dos princípios cristãos no cotidiano, como caridade, perdão e evolução moral. Já no Islamismo, Jesus é reconhecido como profeta, mas não há comemoração pascal: o foco religioso maior concentra-se no Ramadã, mês de jejum, reflexão, disciplina espiritual e busca de purificação do corpo e da alma.

Entre as religiões afro-brasileiras, como candomblé e umbanda, a Semana Santa e a quaresma são vividas por muitos terreiros como um período de recolhimento chamado Lorogun. Durante esse tempo, praticantes fazem jejum, orações e rituais de introspecção, encerrando a fase com cerimônias que simbolizam o fim de um ciclo e o início de outro, reforçando a conexão com os ancestrais e o sagrado.