Conheça Jeremy Gardner: o empreendedor que se tornou milionário com Bitcoin

Nós entrevistamos Jeremy Gardner, um bilionário autodidata da Bitcoin de 25 anos (Foto: JETSS)

Nós entrevistamos Jeremy Gardner, um bilionário autodidata da Bitcoin de 25 anos (Foto: JETSS)

Jeremy Gardner não é um “millennial” comum. Quando não está largando a faculdade (algo que fez duas vezes) ou trabalhando meio período (recebendo US$ 0 de salário), ele está ocupado investindo em Criptomoeda, viajando pelo mundo, e cuidando de sua fortuna. Tudo começou há quatro anos, quando ele entrou no Twitter, como fazia todos os dias, e notou, de repente, o movimento de algo chamado Bitcoin, uma “moeda” alternativa com regras diferentes e algoritmos únicos. “Assistir a esses novos veículos de finança flutuarem seu valor era, ao mesmo tempo, viciante e impossível de resistir a participar”, contou à “Bitcoin Magazine”, no início deste ano.

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Jeremy viaja o mundo falando sobre a Bitcoin (Foto: JETSS)

Jeremy viaja o mundo falando sobre a Bitcoin (Foto: JETSS)

E desse modo, com 21 anos na época, ele encontrou o Bug do Bitcoin – como ele mesmo chama. Desde então, em pouco tempo, Jeremy Gardner atingiu o topo da Montanha da Criptomoeda. E está morrendo de vontade de revelar como o fez.

JETSS: Você conseguiu milhões no boom recente da Criptomoeda. O que você diria às pessoas que estão considerando investir em Bitcoins?
Jeremy Gardner: Embora eu diga, com confiança, que investir em Bitcoin é uma das melhores oportunidades de investimento que veremos em nossas vidas, ao final, é uma tecnologia complicada. A maneira como entrei em contato, pela primeira vez, com a Bitcoin foi com tutoriais online. Há livros sobre Bitcoin neste momento! Realmente depende apenas da melhor maneira como cada um processa a informação. Mas então, a partir daí recorrer aos sites de notícias que podem fazer você atualizar sobre a tecnologia, é realmente útil.

JETSS: Quais são os contratempos mais difíceis da Criptomoeda encontrados em economias emergentes como as da América Latina ou mercados como os dos EUA?
JG: Sem ter uma conta bancária tradicional, agora você pode armazenar seu dinheiro online. A questão é como você o faz. As melhores maneiras de comprar Bitcoin ainda são usando uma conta bancária ou um cartão de crédito. As ferramentas para comprá-la sem ter essas instituições financeiras à sua disposição estão crescendo. Por exemplo, existe um aplicativo chamado Abra onde você pode marcar com pessoas que irão encontrá-lo, e venderão Bitcoin a você, recebendo dinheiro em troca. O desafio para um mercado emergente e para países não emergentes, como os EUA é o mesmo. Só precisa tornar o meio de se adquirir as moedas mais fácil.


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JETSS: Quais são os 5 riscos e benefícios de se investir em Bitcoins?
JG: Os benefícios são claros; ela aumenta em valor. A natureza geral de uma moeda digital deflacionária como Bitcoin é que ela vai subir até atingir uma capitalização de mercado que provavelmente se assemelha a algo como o ouro. Também é uma maneira para você controlar seu próprio dinheiro e não depender de banqueiros ou do governo. Essa é a vantagem. A desvantagem é que a Bitcoin é incrivelmente volátil e é uma tecnologia muito nova, não sabemos qual será seu caminho. Há riscos de investir em uma tecnologia tão nova, pois não temos história suficiente.

JETSS: Na sua opinião, qual deve ser o valor dominante de uma moeda digital?
JG: Existem diversos recursos de criptografia diferentes. Para mim, a Bitcoin é um ouro digital. Há, também, a Ethereum, que é usado de modo a que todo um ecossistema de aplicações seja utilizado para que ela funcione; há outra moeda chamada Basecoin que permanece emparelhada com o dólar dos EUA, o que é realmente útil se você quiser uma Criptomoeda que não flutua constantemente. Há inúmeros tokens para todas as diferentes finalidades, mas a Bitcoin para mim tem, verdadeiramente, o valor de um ouro digital.

JETSS: Em 2014, você fundou a Blockchain Education Network. Conte-nos mais sobre isso.
JG: Na época eu era júnior na faculdade e havia ingressado no clube de Bitcoin da Universidade de Michigan. Aprendi que haviam clubes de Bitcoin também em Stanford e MIT e sugeri que criássemos uma organização para compartilhar recursos entre nós e outros futuros alunos que desejassem criar seus próprios clubes similares. Dentro de três meses, tivemos mais de 100 participantes em 20 países, com pessoas em todos os continentes. É um recurso para jovens que querem colaborar, conhecer estudantes com ideias semelhantes e conseguir uma maneira de criar suas próprias organizações estudantis.

JETSS: Em algumas palavras, como você convenceria um homem como Warren Buffet a investir em Bitcoin?
JG: Eu respeito muito o Warren Buffet, mas como era de se imaginar, ele está preso na tradição e não é o tipo de pessoa que precisa investir em Bitcoin. Bitcoin é para os Millennials, para jovens, para o futuro, não é para os bilionários de 70 anos. Eu não tentaria convencer alguém como Warren Buffet. Eu acho que isso é um modo de segurança social para os Millennials. Não é tão interessante para pessoas mais velhas.

JETSS: Como você enxerga a Criptomoeda daqui a 5 anos?
JG: Eu não posso te dizer como será nem em 5 meses! É uma indústria extremamente rápida. Há cinco anos, a maioria das moedas que são populares agora, não existiam. Bitcoin valia 10 dólares. Então, dentro de cinco anos, o que eu imagino é que teremos uma verdadeira legitimação da indústria como uma manobra que poderá mudar o mundo. Será utilizada e aceita por grandes companhias e pela maioria dos governos ao redor do mundo.

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