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10º Burger Fest traz do clássico ao pop, com hambúrgueres alcoólicos

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Do clássico cheeseburger ao hambúrguer moderninho, com blends de carne especial e até com notas alcoólicas, opções não vão faltar na 10ª edição do Burger Fest, que acontece de 12 a 28 de maio/17, em São Paulo. Apaixonados e viciados por hambúrguer têm encontro marcado no maior festival do Brasil, que reúne 82 casas paulistanas e mais de 100 receitas inéditas preparadas por hamburguerias, restaurantes e bares. Dentre as versões, há as de carnes dry-aged (maturadas a seco), cordeiro, siri, camarão e até de fígado de ganso (foie gras); do italiano polpetone ao hambúrguer de cafta (carne com especiarias sírio-libanesas); do brioche ao pão de capim santo; versões tropicais, saudáveis e de diferentes sotaques.

Em São Paulo, casas renomadas como Capim Santo, Chez MIS, Chez Oscar, Chip’s Burger, Farabbud, Luz, Câmera, Burger!, Tartuferia San Paolo, Tradi e a rede Pobre Juan participam da programação. Os restaurantes Randa, do Morumbi, e o francês, o recém-inaugurado Sympa, dos Jardins, estreiam nesta edição. Todos os participantes criaram ao menos uma receita exclusiva que será servida apenas durante o festival.

O Sympa, restaurante francês de alma moderna, nos Jardins, que alia criatividade e técnica, é uma das estreias da 10ª edição do Burger Fest. Adepto da bistronomia e do conceito de “neobistrô”, o restaurante busca uma cozinha francesa mais moderna e, ao mesmo tempo, informal. As criações do chef Thiago Cerqueira para a estreia no festival têm um toque pop e são inspiradas num dos mais icônicos e irreverentes casais da França, Jane Birkin e Serge Gainsbourg, símbolo do comportamento liberal dos anos 1970, com seus filmes, músicas e declarações. Não é à toa que o sagaz Gainsbourg é um hambúrguer com um toque de negroni, um clássico da coquetelaria que mistura doce e amargo, em medidas precisas de gim e vermute. Na receita, estão: blend da casa (150g de carne bovina, um mix dos cortes de acém, brisket e bananinha da costela), barbecue do drinque negroni, queijo gruyère, tomate, cebola caramelizada, bacon, no pão de brioche caseiro (R$ 35). Já o Birkin traz um toque de vinho ao blend de carne: hambúrguer artesanal de carne bovina, com molho périgueux (feito com vinho madeira e finalizado com trufas negras), foie gras (fígado de ganso) e duxelle (mistura bem picadinha de cogumelos, cebola, alho, tomilho e ervas salteadas com manteiga) no pão de brioche (R$ 65). Burger com toques de alta gastronomia e com notas alcoólicas.

Outro estreante deste Burger Fest é o Randa, que, em árabe, significa ‘’rosa’’. A casa fica no Plaza Gourmet, área de gastronomia e conveniência de um dos maiores complexos empresariais da cidade, o Morumbi Corporate, na Chácara Santo Antônio. Com uma culinária afetiva, que acolhe pelo sabor, aromas e texturas da tradição sírio-libanesa, a casa homenageia a presença feminina na cozinha, unindo tradição, modernidade e receitas de família. As opções da chef  Renata Abbud para o festival são o Hambúrguer de Kafta com Homus, Cebola Caramelizada e Maionese Temperada no Pão de Gergelim (R$ 40) e o Hambúrguer de Cordeiro com Coalhada Temperada com Hortelã Seca e Salada Fatuche no Pão de Mandioquinha (R$ 46). Ambos os pratos vêm acompanhados de batatas chips.

Veterano no festival, o premiado Capim Santo traz uma receita da culinária tropical brasileira da chef Morena Leite. Localizado num casarão, no agitado bairro dos Jardins, o Capim Santo tem ambiente que remete à natureza e ao estilo despojado da matriz, em Trancoso (BA), com jardins com coqueiros, jabuticabeiras e bananeiras. O restaurante aposta na sua fórmula de sucesso: um ambiente acolhedor acompanhado com simpatia e gentileza no atendimento, e um menu com ingredientes e temperos brasileiros, comida saudável e técnicas francesas. A chef Morena Leite apresenta uma versão bem brasileira com camarão com frutas. O Hambúrguer de Camarão no Pão de Capim-Santo, acompanhado de chips de banana e chutney de manga (R$ 43), é a opção da casa para o festival.

A Chip’s Burger, em Santana, tem décor especial que traz ícones dos anos 1950, como Elvis Presley, Gene Kelly, Rita Hayworth, com abajur retrô, poltronas vermelhas, Juke Box, manequim, réplica de Marilyn Monroe e a sua saia esvoaçante e até um sofá feito com parte da carroceria de um Chevrolet Bel Air, o cobiçado rabo de peixe dos anos 50. Para o festival, a casa preparou o Bacon Jelly (hambúrguer artesanal de 180g feito com blend de carnes especiais Wagyu e Angus, queijo tipo Monterey Jack e geleia de bacon no pão de brioche, R$ 24,99) e o Burrata Burger (hambúrguer artesanal de 180g feito com blend de carnes especiais Wagyu e Angus, tomate, molho pesto e pasta de burrata levemente aquecida. Lanche finalizado com manjericão no pão de brioche, R$ 29,99).

O Farabbud, tradicional restaurante árabe de Moema, zona sul de São Paulo, traz um clima de pratos árabes com gostinho de comida da vovó. Fundado em 2002, o nome é uma homenagem aos sobrenomes dos pais, Suahad Farah e Emílio Abbud, de descendências síria e libanesa, tradição que dá corpo à cozinha do restaurante. Com cara de bistrô árabe, ambiente minimalista e uma varandinha acolhedora, a casa é, desde a sua inauguração, ponto disputado pelos paulistanos. Ingredientes de qualidade e “receitas de gaveta” compõem a fórmula de sucesso da casa. Para o festival, a opção é o Burger Paty Abbud (exclusivo blend de carne bovina com cordeiro, acompanhado de vinagrete de hortelã, homus de beterraba e brotos de agrião levemente picantes, servido no pão australiano, R$ 33). Uma receita da família Abbud.

A Luz, Câmera, Burger!, na Vila Mariana, foi construída dentro de contêineres de navio e com projeto de construção totalmente sustentável, feito a partir do reúso de materiais, como madeira de demolição e vigas de metal. E, agora, ganha um novo espaço para drinques, o LCBar. Para a participação no festival, a casa preparou o Tarantella Burger (preparado no pão ciabatta com polpetone empanado, recheado com mozarela e coberto com molho rústico levemente apimentado e parmesão gratinado, R$ 30).  Burger à italiana que harmoniza bem com a nova carta de drinques da hamburgueria, como o Aperol Spritz (R$ 25, Aperol, água com gás, espumante Salton e suco de laranja) ou o Screw Driver (R$ 20, vodca Absolut com suco de laranja).

Aconchegante e romântico bistrô com decoração provençal, o Sarrasin, localizado na Vila Olímpia, alia a experiência gastronômica e cultural à conveniência de um shopping center. No amplo salão, móveis e painéis em madeira, almofadas coloridas, lustres de tecido floral, pinturas, pôsteres, louças e objetos de memória trazem ao restaurante um pedacinho nostálgico da França. Para o festival, a criação exclusiva da casa é o Brie (hambúrguer artesanal de 180g de carne bovina com queijo brie derretido e geleia de tomate da casa, no pão de brioche com farinha de sarraceno. Acompanha batata palito assada no azeite e um buquê de folhas verdes, R$ 38).  Com tantas versões assim, a criatividade é o ingrediente principal do festival.

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